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Saúde | 05.01.17 - 11h59

Imóveis fechados nas férias podem favorecer ao Aedes aegypti

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PCR alerta a população sobre os cuidados com o mosquito causador da dengue, zika e chikungunya (Foto: Luciano Ferreira/PCR)

 

A Equipe da Vigilância Ambiental da Secretaria Saúde da Prefeitura do Recife alerta que os imóveis fechados nas férias podem favorecer, em alguns casos, a proliferação do mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika, especialmente porque a estação mais quente do ano é propícia para a reprodução das larvas. Muitas pessoas aproveitam essa temporada do ano para viajar, deixando os imóveis trancados, sem os devidos cuidados com situações que aumentam o risco de reprodução do Aedes aegypti. 

“As altas temperaturas e o clima chuvoso favorecem o acúmulo de água parada, que é ideal para a reprodução do mosquito. Basta os recipientes dos animais deixados com água parada por vários dias para o mosquito ter o local ideal para colocar seus ovos", explica a secretária executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte. O descuido pode colocar em risco não só a saúde dos moradores do imóvel como dos vizinhos, alerta.

Para o gerente de Vigilância Ambiental do Recife, Jurandir Almeida, as orientações são basicamente as mesmas que os agentes dão durante todo o ano. "Manter sempre o quintal limpo, evitar o acúmulo de lixo e materiais que armazenam água de forma inadequada (sem tampa), colocar areia nos vasos de planta, manter os recipientes de água dos animais domésticos limpos, tampar a caixa d’água e manter as calhas limpas”, relatou. 

Balanço – Segundo levantamento da Vigilância Ambiental do Recife, no ano de 2016 foram vistoriados cerca de 1.913.822 imóveis, correspondendo a mais de 80% de imóveis da cidade.

Dados – Até o final de novembro de 2016, que corresponde à semana epidemiológica (SE) 47, foram notificados 32.944 casos de arboviroses – sendo 19.000 casos de Dengue, 9.563 de Chikungunya e 4.381 de Zika. Dentre estas notificações, foram confirmados 13.991 casos, sendo 10.579 de Dengue, 3.316 de Chikungunya e 96 de Zika.

O último Levantamento Rápido do Índice de Infestação para Aedes aegypti (LIRA-a), realizado no período de 07 a 10/11/2016 (6º ciclo), apresentou resultado geral no Recife de 1,2% (risco médio), sendo o melhor índice alcançado nos últimos dez anos, para este mesmo ciclo de monitoramento. Um total de 57 (60,6%) bairros da cidade encontram-se sob controle para o Aedes aegypti, cujo resultado do LIRAa foi abaixo de 1%.