Futebol Participativo

O Futebol Participativo não é apenas o maior campeonato de futebol de várzea do mundo. É também o mais democrático e participativo, pois as equipes, os atletas e os dirigentes comunitários têm poder de decisão em todos os momentos do calendário anual do projeto, desde o planejamento, definição do regulamento, julgamentos disciplinares e o gerenciamento dos jogos. Além disso, o projeto se destaca como um espaço de discussão sobre o universo do futebol, por meio de cines-debate e palestras.

Dessa forma, o Futebol Participativo superou as experiências anteriores de projetos para o futebol de várzea na forma, no conteúdo e também nos números. Já na primeira edição, o Futebol Participativo reuniu 320 equipes apenas de Recife. Posteriormente, o número já subiu para 600, com a inclusão também das categorias feminino, veteranos, sub-15 e sub-17.

O campeonato é disputado em duas fases. Na primeira, são realizados os campeonatos regionais, ou seja, enfrentam-se apenas as equipes de uma mesma RPA. Os vencedores de cada região são premiados em uma grande festa, que ainda contempla artilheiros e melhores goleiros. A segunda fase é a Copa dos Campeões do Futebol Participativo, quando há o cruzamento de equipes de todas as RPAs, determinando o campeão geral da cidade. As finais são realizadas em um grande estádio de futebol do município.

Nas fases finais, quando o deslocamento é necessário, a Prefeitura do Recife custeia o transporte da equipe visitante. Toda a arbitragem, premiação, bolas, redes e a melhoria dos campos também são custeadas pelo Governo Municipal.

 Lei de preservação – Em 2009, o prefeito João da Costa sancionou a lei municipal nº 17.544, que criou as Áreas de Preservação Esportiva e de Lazer, que está protegendo os campos de várzea da especulação imobiliária.


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