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Saúde | 02.04.25 - 10h56

Recife inicia campanha de vacinação contra a gripe nesta quinta-feira (3/4)

A Prefeitura do Recife inicia, nesta quinta-feira (3/4), a 27ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza. Nesta primeira etapa, a imunização será voltada para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos e trabalhadores da saúde. A vacina estará disponível em 170 salas espalhadas por toda a cidade, além de três centros de vacinação localizados nos shoppings Recife, RioMar e Boa Vista. A abertura oficial da campanha acontecerá às 8h, na USF Mais José Severiano da Silva, em Campo Grande (Rua Jerônimo Vilela, 794).

Nesta primeira remessa, o município recebeu 37.990 doses da vacina. Com a chegada de novos lotes enviados pelo Ministério da Saúde, outros grupos prioritários serão incluídos na campanha. Segundo a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque, a prioridade inicial é proteger aqueles mais vulneráveis a complicações, como crianças pequenas, gestantes, idosos e profissionais da saúde, que lidam diretamente com a população. “Nosso objetivo é reduzir internações e óbitos, garantindo uma proteção mais ampla contra a gripe. Por isso, além das unidades de saúde, disponibilizamos pontos de vacinação em shoppings da cidade para ampliar o acesso. Também temos 58 unidades de Saúde da Família Mais (USF Mais), que estão com salas de vacinação aberta em horário ampliado, das 7h às 19h, sem intervalo”, explica a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque. A lista completa das salas de vacinação pode ser conferida aqui: https://bit.ly/salas_de_vacina_2025.

A vacina contra a Influenza pode ser administrada junto com outros imunizantes do calendário vacinal, incluindo a da Covid-19. “A imunização anual contra a gripe é fundamental para garantir proteção contra as cepas mais recentes do vírus. Desde 2009, sua composição é atualizada anualmente para acompanhar as mutações do Influenza. A versão deste ano é trivalente, oferecendo defesa contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B”, explica Nádia Carneiro, gerente do Programa de Imunização do Recife. Ela reforça que o imunizante é seguro e recomendado para todos os grupos elegíveis, com exceção de pessoas com febre moderada ou grave ou com diagnóstico recente de Covid-19, que devem aguardar a recuperação completa antes de receber a dose.

Para facilitar o atendimento, a Secretaria de Saúde do Recife recomenda que os usuários apresentem um documento de identificação (CPF) ou cartão SUS, além da carteira de vacinação, se disponível. Alguns grupos prioritários também devem comprovar a necessidade da imunização. Profissionais das redes pública e privada de saúde, por exemplo, precisam apresentar documentos como declaração de vínculo, crachá ou carteira de trabalho.

SINTOMAS E ORIENTAÇÕES – Também chamada de gripe, a Influenza é uma infecção viral aguda que atinge o sistema respiratório e tem alta capacidade de transmissão, especialmente em períodos sazonais. O contágio ocorre pelo contato com secreções expelidas ao falar, tossir ou espirrar, além do toque em superfícies contaminadas. Para reduzir o risco de infecção, é essencial adotar medidas preventivas, como higienizar as mãos com frequência e usar máscara ao apresentar sintomas.

ESQUEMA DE DOSES – A quantidade de doses varia conforme a faixa etária. Idosos, profissionais de saúde e gestantes recebem a vacina em dose única. Já para crianças de 6 meses a menores de 6 anos, são necessárias duas aplicações, dependendo do histórico vacinal do ano anterior. Caso já tenham sido imunizadas anteriormente, apenas uma dose é suficiente.

GRUPOS PRIORITÁRIOS – Além das crianças de 6 meses a menores de 6 anos, idosos a partir de 60 anos, trabalhadores da saúde e gestantes, os grupos prioritários para a vacinação contra a influenza incluem puérperas, professores do ensino básico e superior, povos indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, profissionais das Forças de Segurança e Salvamento, profissionais das Forças Armadas, pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, independentemente da idade, pessoas com deficiência permanente, caminhoneiros, trabalhadores do transporte coletivo rodoviário (para passageiros urbanos e de longo curso), trabalhadores portuários, trabalhadores dos Correios, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, além de adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas.

 
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