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Ciência, Tecnologia e Inovação | 16.09.22 - 10h23

Recife abre primeiro shopping sociocultural do Brasil

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Empreendimento funciona em prédio cedido pela Prefeitura, foi inaugurado nesta quinta (15) e será aberto ao público a partir de sábado (17). Cerca de 300 projetos sociais estão sendo beneficiados com a iniciativa, tendo um local para realizar atividades e estabelecer conexões. (Foto: Edson Holanda/PCR)

 

Empreendedorismo social, inovação, engajamento cívico, cultura, educação e impacto social são os pilares da Casa Zero, primeiro shopping sociocultural  do Brasil, localizado no casarão 237, da Rua do Bom Jesus, no Bairro do Recife, que conta com a Prefeitura do Recife como uma das apoiadoras.  A casa, inaugurada na noite desta quinta-feira (15), será aberta para o público em geral no próximo sábado (17).  As pessoas, sobretudo a comunidade do Pilar, que fica próxima ao hub social, terão acesso a projetos educacionais e culturais de ONGs, oficinas de artesanato, cozinha gourmet, coworking, biblioteca, sala de inovação, estúdios, podcast, entre outros. Local abrigará também a Secretaria de Inovação Urbana do Recife.

“Aqui a gente tem um equipamento da Prefeitura, um patrimônio público que estava fechado há algum tempo. Agora, o local tem a melhor gestão possível e esse uso compartilhado. A gente tem diversas instituições que ajudaram a construir, que vão ajudar a manter e que vão ajudar a trazer vida para a Casa Zero. Da Prefeitura, a gente vai ter aqui instalada a Secretaria de Inovação Urbana, que tem tudo a ver com o que a gente sonha e espera que a Casa Zero possa fazer. Que daqui a gente possa fazer inovação na nossa cidade e que daqui a gente possa trazer tantas notícias boas”, comemorou o prefeito João Campos.

“Estamos sempre em projetos  que têm a ver com formação de gente. Porque não tem como a gente crescer, não tem como organizar a cidade, não tem como superar os desafios que são impostos às cidades, sem formação de pessoas, porque a cidade é feita com as pessoas e para as pessoas. A gente tem dedicado muito tempo, muita energia, muito recurso, em formação no Recife e não tem outro caminho. Embora seja um caminho longo, um caminho sinuoso, mas eu acredito que é o único caminho, de fato, pra gente melhorar uma cidade como Recife”, completou o prefeito João Campos.

As organizações e iniciativas sociais poderão expor seus projetos e produtos para que consigam gerar renda. O shopping social nasce com lojas âncoras da união do Porto Social; Transforma Brasil; NovoJeito, Novos Rumos e a Rede Muda Mundo, além de lojas satélites com inúmeras iniciativas sociais,de empreendedorismo, educação, inovação e cultura da cidade do Recife. Idealizada pelo empreendedor social Fábio Silva, do Transforma Brasil, o hub social tem como missão interligar poder público, iniciativa privada e projetos sociais. O prédio, que tem dois mil metros quadrados, conta com uma biblioteca, espaço coworking, e cafeteria, além de uma loja para comercialização de objetos de arte e peças artesanais produzidas pelas organizações beneficiadas. Além disso, foi realizada a abertura de um corredor de pedestres por dentro do imóvel, entre as ruas do Bom Jesus e Domingos José Martins, ampliando as áreas de convivência e conexões no Bairro do Recife.

No novo espaço dedicado ao social, cerca de 300 projetos estão sendo beneficiados, tendo um local para realizar atividades e estabelecer conexões. Todas essas iniciativas sociais já estão conectadas ao Porto Social, que é a incubadora e aceleradora de projetos sociais da Cidade do Recife. Também estão na plataforma Transforma Recife, que está conectada à plataforma Transforma Brasil.

“O verbo dessa noite e a forma da gente reconhecer o que a gente está fazendo hoje é: agradecer. Agradecer a Deus. Desde que a gente recebeu o prédio, a gente começou a esperançar. Aqui já temos seis pessoas da comunidade do Pilar trabalhando. Eu quero agradecer a comunidade do Pilar, e destacar que favela não é miséria. Favela é potência.  Nesse ambiente de potência, falta oportunidade. Nesse país, é impossível discutir meritocracia e sistemas de cotas, enquanto as pessoas do Pilar, por exemplo, não tiverem oportunidade.  Senão, essa conta não vai fechar. A Casa Zero nasce como uma franquia social, em que você pode levar essa pluralidade de soluções para sua cidade, sua empresa, sua escola, sua universidade, porque com certeza tem um território esperando você para abrir as portas”, destacou o empreendedor social, Fábio Silva.

Ocupando dois casarões com vários ambientes distribuídos por quatro andares. No térreo da Casa Zero vai funcionar a recepção com uma cafeteria e um lobby com loja colaborativa. No primeiro andar há espaço dedicado ao Coworking, sala de aula e oficinas, Biblioteca Lan House, além de um auditório. No segundo piso será instalado um espaço gourmet, salas de reuniões, copa e descompressão. No terceiro pavimento funcionará uma sala de Podcast, Estúdio, Coworking, Secretaria de Inovação Urbana. No último andar, Escritório Rede Muda Mundo, Sala de Experiência, Sala de Reunião.