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Meio Ambiente | 31.08.21 - 14h13

Palmeiras nativas e exóticas têm espaço exclusivo no Jardim Botânico do Recife

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Jardim das Palmeiras conta com mais de trinta unidades de espécies da família Arecaceae, que chamam atenção dos visitantes pelo seu valor ornamental. (Foto: Divulgação)

 

O Jardim Botânico do Recife (JBR), equipamento ligado à Prefeitura, possui diferentes jardins temáticos, dentre eles, o Jardim das Palmeiras. Esse espaço existe há oito anos e foi criado como uma exposição permanente de um grupo de palmeiras nativas e exóticas de considerável valor paisagístico. Hoje, o jardim possui 33 unidades, que representam 19 espécies da família Arecaceae, como por exemplo, a Palmeira Fênix (Phoenix roebelenii), Palmeira Triangular (Dypsis decary) e a Palmeira Garrafa (Hyophorbe lagenicaulis), todas essas ameaçadas de extinção. Dentre as espécies exóticas encontradas, existem indivíduos originários não só de países da América Latina, como da Ásia, África e Oceania.    

Apesar do seu valor estético, embelezar os ambientes não é a única função das palmeiras. Elas desempenham papel importante no equilíbrio da Mata Atlântica, fazendo parte da cadeia alimentar de diversos animais da fauna silvestre como aves, roedores e mamíferos. Esses animais, através da dispersão Zoocórica, atuam na distribuição das sementes das palmeiras, ajudando a perpetuar a presença da espécie no ecossistema.

Para que permaneça nas condições adequadas, o Jardim das Palmeiras necessita de cuidados especiais. O analista e biólogo do Jardim Botânico do Recife, William Wanderley, explica sobre como é realizada a sua manutenção. "É necessário que se faça a remoção de folhas secas e das que caem no chão e também existe uma preocupação no controle de pragas, como pulgões e lagartas de borboletas. Quando há casos de necrose, é preciso avaliar o tamanho da lesão da planta, e caso ela seja pequena, podemos então realizar uma dendrocirurgia. Nessa técnica, o tecido necrosado é removido, é feita a aplicação de um fungicida e o uso de  materiais alternativos para que a árvore se recupere totalmente” aponta o biólogo.

O interesse pela beleza exótica das palmeiras tem o seu espaço na história do Brasil bem antes do que se pode imaginar. Elas foram introduzidas no território brasileiro no início do século XIX por Dom João VI, logo após a sua mudança para o país. O imperador inaugurou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro em 1809 e incentivou o plantio da espécie Roystonea oleracea, que logo foi chamada de Palma Mater, e posteriormente de Palmeira-Imperial. Mesmo não sendo uma espécie nativa, essa planta se transformou em um dos símbolos do Império Brasileiro, sendo comumente oferecida como forma de prestígio aos súditos mais leais da Coroa.

O Jardim das Palmeiras, bem como os demais espaços temáticos, podem ser apreciados no Jardim Botânico do Recife das terças aos domingos, das 09h às 15h. O equipamento ambiental é comprometido em seguir todos os protocolos de segurança no combate ao coronavírus. A entrada é gratuita e o uso de máscara é obrigatório.