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Turismo | 05.12.19 - 11h41

Recife conquista 1o lugar no Prêmio Nacional do Turismo 2019

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O Boi Voador, peça que já faz parte do calendário anual da cidade, conquistou o posto de melhor Iniciativa de Aproveitamento do Patrimônio Cultural para o Turismo. (Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR)

 

Recife é conhecida como a Capital da Criatividade. É sol e mar, cultura, gastronomia e tecnologia, com uma riqueza histórica que se destaca entre outras cidades do país. Com tanta criatividade, até mesmo os fatos históricos são recriados, encantando curiosos recifenses ou visitantes de passagem pela cidade. E mais um reconhecimento desta forma inovadora de recontar a história aconteceu na noite de ontem (4), quando o festival O Boi Voador conquistou o 1o lugar na categoria Melhor Iniciativa de Aproveitamento do Patrimônio Cultural para o Turismo, do Prêmio Nacional do Turismo 2019 – Iniciativas de Destaque do Ministério do Turismo. A premiação aconteceu no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. 

A Capital foi representada pela secretária de Turismo, Esportes e Lazer do Recife, Ana Paula Vilaça. “Estamos muito orgulhosos desta premiação e, em especial, deste reconhecimento. Sabemos que concorremos em uma categoria disputada e conquistar o primeiro lugar nos dá muita certeza de que estamos no caminho certo, transformando a nossa cidade em um lugar ainda mais encantador para os recifenses e também para os nossos turistas”, afirmou. A chancela de valorização do Ministério do Turismo torna o projeto em si em uma referência, facilitando a captação de recursos em ações para a cidade, além do reconhecimento de melhor inciativa do país na categoria. Ao todo, foram mais 400 inscrições nas 33 categorias ofertadas pelo MTur.

O Boi Voador, peça que já integra o calendário anual da cidade, transforma um dos principais atrativos turísticos, o Recife Antigo, em um palco a céu aberto. Com 50 atores, a encenação reconta uma das histórias mais emblemáticas do Recife no Brasil holandês, durante a inauguração da então Ponte do Recife, hoje conhecida como Ponte Maurício Nassau, obra custosa, que demorou para ficar pronta e consumiu até recursos pessoais do conde Maurício de Nassau.

São, ao todo, seis cenas, que têm o casario histórico do Recife Antigo como cenário. Antes de começar a apresentação, atores circulam pelo bairro instigando o público para a aguardada peça. Um narrador costura o enredo, localizando os fatos historicamente. A história conta o aguardado monumento, em 28 de fevereiro de 1644, quando o conde, de tão satisfeito, prometeu fazer um boi voar sobre a ponte. E, para a surpresa dos muitos presentes, que até pagaram para ver de perto tamanha proeza, ele cumpriu. Na hora marcada, o desajeitado ruminante alado, feito de couro empalhado, irrompeu os céus da colônia, suspenso por cordas e movido por roldanas, levando o público às gargalhadas. Ninguém, no entanto, divertiu-se mais que o próprio Nassau, que apurou, já na inauguração da ponte, o generoso montante de 1.800 florins de pedágio.

 

CIDADE CRIATIVA

Este ano, Recife passou a integrar a Rede Internacional de Turismo Criativo (Creative Tourism Network), sendo a única cidade brasileira na lista, junto a destinos importantes como Barcelona (Espanha), Paris (França), Amsterdã (Holanda), Ibiza (Espanha), Bangkok (Tailândia), Quito (Equador) e Medellín (Colômbia). O ingresso na Rede Internacional é uma das ações exitosas de curto prazo do Plano de Turismo Criativo do Recife (2019-2021), documento pioneiro no Nordeste e lançado pela Prefeitura do Recife em 2018. O documento oferece subsídios para que os empreendedores possam explorar o turismo criativo, proporcionando aos turistas uma experiência única de vivenciar a cidade, que vai desde a aprender a gastronomia local a também entender as manifestações religiosas e culturais.