Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos

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Políticas sobre Drogas | 01.02.19 - 21h35

Últimos representantes da sociedade civil no Conselho de Política sobre Drogas são eleitos

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O órgão foi instituído em 2017, com o objetivo de garantir a governança democrática da política de drogas do Recife, por meio do controle social (Foto: Inaldo Lins)

 

Os três últimos membros não governamentais do Conselho Municipal de Políticas sobre Drogas do Recife (Compad) foram eleitos na última quinta-feira (31), na eleição complementar realizada na sala de reunião da Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos da Prefeitura do Recife (SDSJPDDH). Os demais representantes da sociedade civil no órgão, que é vinculado administrativamente à SDSJPDDH, foram eleitos em dezembro, quando três cadeiras ficaram 

O Conselho Municipal de Política sobre o Álcool e outras Drogas foi instituído pela Lei Municipal nº 18.420/2017, com o objetivo de garantir a governança democrática da política de drogas do Recife, por meio do controle social, com representação da sociedade civil, do poder executivo e do poder legislativo. Participam doprocesso eleitoral as organizações da sociedade civil que trabalham com prevenção ao uso de álcool e outras drogas e com acolhimento, tratamento e reinserção social de usuários; representantes de movimentos sociais que trabalham com o segmento de juventude ou questões de gênero, de usuários de drogas e de pessoas em situação de rua, além de conselhos regionais de classe das profissões atuantes na área de políticas sobre drogas e trabalhadores das redes de saúde, assistência social e complementar.

As três últimas vagas foram preenchidas por representantes da Marcha da Maconha, Associação Oásis da Liberdade e Junta de Missões Nacionais (Cristolândia Recife). “Para nós que construímos a primeira Marcha da Maconha do Brasil, há 12 anos, é muito importante estar dentro desse conselho, por essa perspectiva de inserir os usuários no processo de construção de politica pública sobre o direito ou não de uso. Aqui no Recife, se estamos dentro do conselho, queremos ser ouvidos para construir junto a política sobre drogas”, disse Natália Mesquita, representante da Marcha da Maconha, que está ocupando a vaga destinada às organizações de usuários e ex-usuários de álcool e outras drogas.

Para Gilson Diniz, representante da Oásis da Liberdade, os conselhos são instrumentos importantes para o bom funcionamento e monitoramento das políticas públicas. “O conselho é o meio que a população tem para poder viabilizar politicas públicas para o usuário de drogas. Temos aqui uma representação plural, com usuários, familiares de usuários, entidades que trabalham com abstinência e com redução de danos. Juntos temos um trabalho muito grande, repleto de desafios. Queremos muito dar nossa contribuição nas discussões”.