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Saúde | 09.07.18 - 17h04

Banco de Olhos da PCR comemora Dia da Saúde Ocular com fila zerada para transplante de córnea

Tempo de espera por uma cirurgia é de até 30 dias. Para cada doação feita, dois transplantes são realizados

 

O Dia da Saúde Ocular, celebrado nesta terça-feira (10), tem um motivo a mais para ser comemorado no Recife: a falta de fila de espera por um transplante de córnea. O trabalho é feito pelo Banco de Olhos do Recife (BORE), que funciona dentro do Centro Médico Ermírio de Moraes, unidade da Secretaria Municipal de Saúde, localizada em Casa Forte, em parceria com a Central de Transplantes de Pernambuco, e possui registrados mais de 4 mil doadores desde a sua fundação.

O BORE funciona desde 2002, com médicos oftalmologistas, enfermeiros e técnicos de enfermagem, que trabalham 24 horas por dia, para atender as possíveis demandas. A equipe realiza em média 30 captações mensais – uma por dia. “Nossos profissionais fazem a captação no doador, levam os tecidos oculares para o Banco de Olhos para serem preparados e avaliados antes de serem liberados para o transplante no receptor. Para cada pessoa que faz a doação, outras duas recebem”, explica a médica oftalmologista e diretora do BORE, Ana Katarina Delgado.

De acordo com ela, os tecidos oculares captados – preferencialmente de pessoas entre 8 e 70 anos – podem aguardar um receptor por até 14 dias. Há dez anos, a espera por uma córnea durava de três a quatro anos. Na época, mais de 90% dos transplantes eram de córneas captadas pelo banco da PCR e 100% eram distribuídas através dele. Hoje, o paciente que precisar do tecido aguarda no máximo 30 dias pela cirurgia.

Assistência – Na rede municipal, os atendimentos oftalmológicos são feitos no Centro Médico Senador Ermírio de Moraes e em outras sete unidades (quatro delas com atendimento psiquiátrico também) que compõem a rede complementar. Os usuários precisam pegar encaminhamento na unidade de referência (unidade de saúde da família ou unidade básica tradicional) próxima ao local onde mora.

Projeto Além do Olhar – Executado pela Secretaria Municipal de Saúde em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, e convênio com a Fundação Altino Ventura, oferta reabilitação visual baseada na comunidade para crianças de cinco anos até adolescentes menores de 18 anos residentes do Recife. A intervenção acontece através Reabilitação Baseada na Comunidade (RBC), que visa garantir a intervenção precoce, orientação e mobilidade da vida diária. Os atendimentos de reabilitação acontecem na escola, no domicílio e na comunidade.

Em 2017, o Projeto Além do olhar realizou a triagem visual, chamada de acuidade visual, em 331 crianças e adolescentes encaminhadas pelas escolas e unidades de saúde municipais. Destes, 27 foram identificas com baixa visão ou cegueira e inclusos no projeto. Atualmente, 96 crianças e adolescentes estão em processo de reabilitação: 83 com baixa visão e 13 cegas. O acompanhamento acontece até os usuários sejam considerados reabilitados para as atividades da vida cotidiana.