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Educação | 13.11.17 - 21h25

Professora da rede do Recife irá expor trabalho científico em Congresso no México

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Projeto criado na escola Divino Espírito Santo foca no estudo de ciências com reproduções dos órgãos feitos de forma artística. (Foto: Divulgação)

 

Com o projeto Conhecendo o Sistema Reprodutor Masculino e Feminino, utilizando o Instrumento da Arte no ensino de Ciência, a professora Luciana Cavalcante, da Escola Municipal Integral Divino Espírito Santo, na Caxangá, conquistou a quarta colocação na categoria Educação Científica, na 23ª Ciência Jovem. A feira internacional de ciência realizada anualmente pelo Espaço Ciência aconteceu de 9 a 11 de novembro, no Paço Alfândega, e garantiu à professora uma vaga para o Encontro Internacional de Ciência e Inovação 2018, em Mérida, no México. A Secretaria de Educação do Recife levou 30 trabalhos para exposição no evento.

O tema do projeto da professora Luciana, parte do conteúdo programático de 2017, abordou o sistema reprodutor humano com aulas expositivas e as práticas no Departamento de Anatomia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Segundo Luciana,  cada aula contemplava uma das etapas do projeto. “Sempre surgiam dúvidas na sala de aula de como eram esses sistemas, quanto ao tamanho de cada órgão e em relação à sua textura. Vi a necessidade de aprofundar esse assunto com os alunos. A pesquisa teve um grande suporte metodológico com o uso do instrumento da arte no ensino de ciência”, conta a educadora.

Depois das aulas teóricas e práticas, os alunos passavam para a construção das peças anatômicas em argila e depois em biscuit, tentando reconstituir os órgãos da maneira mais real possível e gerando um acervo para a própria escola. Durante o processo, Luciana conta que percebeu um envolvimento maior do grupo nas aulas, o que a fez estender o formato para outros assuntos durante todo o ano letivo. A professora conta também que contou com a ajuda de uma pesquisa de opinião sobre arte e o ensino da ciência para constatar a sua percepção. 

Além da vitória na categoria Educação Científica, a turma ainda ganhou prêmios na Expotec, de Melhor Banner em Ciências Biológicas e suas Tecnologias.

O incentivo à iniciação científica e ao intercâmbio de experiências em eventos desta natureza são prioritários na gestão. No ano de 2015, as feiras escolares de conhecimento realizadas nas unidades de Anos Finais (do 6º ao 9º ano) contaram com 151 trabalhos. Em 2016, o número de apresentações quase quadruplicou, com 556 apresentações feitas nas escolas e, em 2017, a tendência é que mais de 600 trabalhos sejam formulados nas unidades de ensino.

Rede se destaca - Apenas em 2017, 130 crianças e jovens ligados à rede de ensino municipal estiveram presentes em 11 eventos nacionais e internacionais de ciência e tecnologia no Pará, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Maranhão e Ceará, além da participação na Robocup 2017, realizada em Nagoya, no Japão, quando a equipe de Robótica ficou entre as dez melhores do mundo. Em 2018, a rede já tem garantidas três vagas para participar da ForoFicti, evento de ciências que acontecerá em maio, no México.