Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação

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Desenvolvimento Econômico e Empreendedorismo | 19.11.21 - 16h02

Recife é destaque como uma das melhores cidades do Brasil para se fazer negócios, segundo consultoria Urban Systems

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Capital pernambucana é referência no Nordeste no setor de Serviços. (Fofo: Dondinho/PCR)

 

Município também se destaca no segmento de Mercado Imobiliário

 


Tradicional, pujante e histórico segmento econômico, que advém desde os tempos dos mascates, o setor de Serviços projetou o Recife como referência no Nordeste na mais nova edição do relatório “Melhores Cidades para Fazer Negócios”, elaborado pela consultoria Urban Systems. Os dados apontam a capital pernambucana na 13ª posição no Brasil, sendo a melhor cidade nordestina neste indicador. O município também é destaque em outro segmento: Mercado Imobiliário. O ranking foi divulgado no mesmo dia em que a consultoria internacional Kearney destacou o Recife entre os 156 melhores destinos no mundo para atrair investimentos, ao lado de metrópoles como Nova Iorque, Londres, Paris, Pequim e Tóquio.

 

No segmento de Serviços, o Recife subiu 40 posições em relação ao relatório de 2020, quando ficou no 53º lugar. Neste indicador, a cidade de Barueri (SP) ficou na primeira colocação, seguida por São Paulo e Florianópolis (SC). Entre as 20 primeiras cidades do Nordeste neste indicador, além da capital pernambucana, aparecem Fortaleza (CE), na 16ª posição, São Luís (MA), no 16º lugar, e Salvador (BA), na 20ª colocação.

 

A economia do Recife é fortemente baseada no setor de Serviços. E os números comprovam essa constatação. O segmento é responsável por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade, com faturamento de mais de R$ 8 bilhões até agosto deste ano. No quesito geração de empregos, o setor é anota 76% dos empregos formais e 99% dos formais temporários. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) dos nove primeiros meses de 2021 apontam que a capital pernambucana empregou quase a metade dos postos de trabalho no setor em todo o Estado - 77.911 dos 154.696 - e detém mais da metade estoque de vínculos ativos em Pernambuco - 325.918 dos 634.445.

 

MERCADO IMOBILIÁRIO - No segmento de Mercado Imobiliário, outra atividade que movimenta fortemente a economia recifense, a capital pernambucana figurou pela primeira vez no ranking da Urban Systems, atingindo a 19º posição. O destaque neste indicador ficou para São Paulo, que atingiu a primeira colocação, seguido do Rio de Janeiro e Belo Horizonte, que ficaram, respectivamente, na 2ª e 3ª posições.

 

Para o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Recife, Rafael Dubeux, os resultados do levantamento consolidam a capital pernambucana como um dos melhores destinos para se investir e fazer negócios no Brasil. “A Prefeitura do Recife vem investindo fortemente para desburocratizar processos, melhorar o ambiente de negócios e ampliar os investimentos públicos, que oferecem mais serviços para a população, ao mesmo tempo em que geram emprego e renda. E toda essa agenda é permeada por um amplo processo de transformação digital da gestão”, avalia o gestor.

 

O RELATÓRIO - O estudo da Urban Systems avaliou dados em seis macro segmentos econômicos e sociais - Comércio, Serviços, Mercado Imobiliário, Educação, Indústria e Agropecuária - de 326 municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de 2020. Esse universo totaliza um contingente populacional de 121,9 milhões de pessoas, nas cinco regiões do País. A consultoria reuniu informações de secretarias municipais e estaduais, CAGED, IBGE, Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), entre outros órgãos e entidades, atribuindo pesos para cada indicador.