Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos

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Direitos Humanos | 20.12.18 - 17h27

Mulheres recebem certificados de conclusão de cursos profissionalizantes na área de saúde

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Mais de 50 pessoas em situação de vulnerabilidade social concluíram os cursos de agente comunitário de saúde e recepcionista em serviço de saúde disponibilizados pela PCR e UFRPE (Foto: Inaldo Lins/PCR)

 

Cinquenta e quatro mulheres receberam, nessa quarta-feira (19), certificados de conclusão dos cursos profissionalizantes de agente comunitário de saúde e recepcionista em serviço de saúde, numa solenidade realizada no Instituto João Carlos Paes Mendonça de Compromisso Social (JCPM), no RioMar Shopping, no Pina. As aulas duraram cerca de dez meses e ocorreram no Centro Metropolitano da Mulher Júlia Santiago, em Brasília Teimosa. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) Mulheres Mil, realizado pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), por meio do Colégio Agrícola Dom Agostinho Ikas (Codai), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos da Prefeitura do Recife (SDSJPDDH).

Os cursos do Ministério da Educação (MEC) são executados na capital pernambucana através da interlocução da SDSJPDDH, com o apoio da Secretaria Municipal da Mulher. As estudantes foram acompanhados pela equipe do Programa de Promoção do Acesso ao Mundo do Trabalho (Acessuas Trabalho Recife), com o objetivo de ampliar as oportunidades de emprego das mulheres em situação de vulnerabilidade social, como forma de buscar a autonomia das famílias usuárias da Política de Assistência Social.

Segundo Jailton Raniere, assessor-técnico de Inclusão Produtiva do Acessuas Recife, as assistentes sociais do Acessuas realizaram o acompanhamento das estudantes durante todo o percurso, desde a articulação e mobilização até o monitoramento da frequência nas aulas e a inserção no mundo de trabalho. “Desde 2014, formamos cerca de 500 mulheres em situação de vulnerabilidade pelo Pronatec Mulheres Mil, sendo 54 somente neste ano. Esses certificados entregues nessa quarta não são apenas um pedaço de papel; eles representam a vitória de vocês e o compromisso assumido com a luta por uma vida melhor”, disse Jailton para as formandas.

Quem também participou da solenidade foi a gestora do Centro da Mulher Júlia Santiago, Fernanda Costa Lima. “Esses cursos qualificam a mulher para o mercado de trabalho numa visão empreendedora. Em paralelo, no Centro Júlia Santiago, também oferecemos uma matéria eletiva que abordou temas como o espaço da mulher na sociedade e a luta contra a violência”, disse a representante da Secretaria da Mulher.

O professor Michel Barboza, diretor-geral do Codai/UFRPE, lembrou que os três eixos principais do Pronatec Mulheres Mil são educação, cidadania e desenvolvimento sustentável. “A gente funciona como a instituição ofertante de formação inicial e continuada, atendendo a demanda da Prefeitura do Recife. Como professor, estou muito feliz em estar aqui participando dessa festa, pois sei da luta dessas mulheres para conseguirem uma boa qualificação profissional”, defendeu.

A felicidade estava estampada em cada rosto e a esperança de uma nova vida parecia contagiar todas as 54 formandas. Era o caso de Keila Teixeira, de 29 anos, moradora de Brasília Teimosa e concluinte do curso de agente comunitário de saúde. “O curso foi perfeito. Foi a primeira vez que fiz uma qualificação na área de saúde. Agradeço a todos, pois me sinto plenamente qualificada para trabalhar como agente de saúde”.

Já a dona de casa Alberina Alves, de 45 anos, também de Brasília Teimosa, está em busca de novos ares profissionais. “Já trabalhei como camareira em hotel e na portaria de cinemas. Hoje estou recebendo o diploma de recepcionista em serviço de saúde. Amei o curso e estou com muita esperança de conseguir um emprego nessa área”, afirmou.

MULHERES MIL - O Pronatec Mulheres Mil objetiva oferecer cursos de profissionalização e complementação de estudos às mulheres em vulnerabilidade social e busca a garantia de sustentabilidade social, promoção de igualdade entre os gêneros, autonomia das mulheres, acesso à educação profissional e a elevação da escolaridade. O público prioritário são mulheres em situação de vulnerabilidade social, que estejam preferencialmente inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Os cursos aconteceram com apoio de entidades parcerias, como o Centro Social Dom João Costa, no Alto José do Pinho; Núcleo de Assistência Social Cristã Emanuel, Boa Viagem; Lar Fabiano de Cristo, na Várzea; além do Centro Júlia Santiago.