Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos

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Direitos Humanos | 24.10.18 - 10h40

Visita ao Museu Cais do Sertão encerra Semana do Brincar do Recife

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Programação promovida pela Prefeitura do Recife teve início no último dia 15, com atividades em diversas áreas da cidade (Foto: Inaldo Lins/PCR)

 

A Prefeitura do Recife encerrou, nesta terça-feira (23), no Museu Cais do Sertão, no Bairro do Recife, a programação de eventos dedicados ao mês da criança, dentro da Semana do Brincar 2018. Participaram da visita crianças, adolescentes e jovens da Escola Municipal Nossa Senhora do Pilar, vizinha ao museu; do Centro de Referência para o Cuidado das Crianças, Adolescentes e Famílias em Situação de Violência (Cercca), da Secretaria de Saúde do Recife, e do Centro de Reabilitação e Valorização da Criança(Cervac).

Organizada pela Secretaria de Desenvolvimento Social, Juventude, Políticas sobre Drogas e Direitos Humanos do Recife (SDSJPDDH), em parceria com as secretarias de Saúde, Educação e Turismo, Esportes e Lazer, a 4ª Semana do Brincar teve início no último dia 15, com atividades em diversas áreas da cidade. O tema desta edição do evento foi “Brincando se fortalece o afeto”.

No complexo interativo sobre o Sertão nordestino e a vida e obra do mestre Luiz Gonzaga, os visitantes acompanharam a exibição de um curta-metragem e depois percorreram salas e corredores repletos de referência culturais sobre a vida do sertanejo, suas casas, vestimentas, brinquedos, musicalidade e crenças religiosas, além de toda trajetória do Rei do Baião. A visita também incluiu uma apresentação da Orquestra do Movimento Pró-Criança, da Arquidiocese de Olinda e Recife.

Para a chefe de Divisão da Criança e do Adolescente do Recife, Silma Queiroz, a escolha do local para encerrar a Semana do Brincar não poderia ter sido melhor. “Foi muito bom fechar uma semana de grandes eventos neste que é um dos espaços culturais mais importantes do nosso Estado. Trazer crianças e adolescentes ao local é também uma forma de incentivar em cada um deles o sentimento de amor e respeito pela cultura nordestina, suas tradições, musicalidade e história”, explicou a gestora da SDSJPDDH.

Marcos Guilherme, estudante de 4 anos da Escola do Pilar, não se cansava de observar os peixinhos no sinuoso “Rio São Francisco” que percorre todo o piso térreo do museu. “Gostei bastante dos peixinhos e das cabras do filme”, disse, referindo-se à criação de animais mostrada no curta-metragem sobre o Sertão. Maria Eduarda, de 5anos, também curtiu o filme. “Gostei das sanfonas penduradas e da cabrinha tomando leite na mamadeira”.

Percussionista da banda do Cervac, João Pedro, de 24 anos, foi pela primeira vez ao Cais do Sertão.“Esse museu é muito legal. Gostei dos quatro sanfoneiros do filme e também dos animais, mas o melhor foi ouvir forró nos fones de ouvido”, disse o jovem, que tem Síndrome de Down.

Paciente do setor de psicologia infantil do Posto de Saúde Lessa de Andrade, na Madalena, Ana Flávia dos Santos, de 8 anos, foi levada ao museu junto com outras 17 crianças atendidas pelo Cercca. “Foi um passeio muito legal porque ensinou a gente sobre coisas do Sertão e sobre a vida de Luiz Gonzaga. Aprendi muito”, contou a garota.

Coordenador do Cercca, João Villacorta, achou a visitação muito instrutiva para todas as crianças, adolescentes e jovens. “Acho que vir até aqui é uma grande experiência para todos, independente da idade. Para os mais jovens é ainda uma grande oportunidade para conhecer melhor sua história e valorizar o chão onde pisa, além de ser um espaço interativo e lúdico de qualidade”, frisou.